sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Meio Ambiente

A farra perigosa dos sacos plásticos
Os estragos causados pelo derrame deplásticos tornaram o consumidor um colaboradorde um desastre ambiental de grandes proporções.

André Trigueiro

Os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalamem saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foiincorporado na nossa rotina como algo normal,como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico.

Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabiaperfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa desta forma prática. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinhanum saco onde caberiam seguramente outras vinte. Pelas razões que explicarei abaixo,recusei gentilmente a embalagem.

Os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornaram oconsumidor um colaborador passivo de um desastreambiental de grandes proporções. Feitosde resinas sintéticas originadas do petróleo,esses sacos não são biodegradáveis e levamséculos para se decompor na natureza.

Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisãoquanto tempo levam para desaparecerno meio natural. No caso das sacolas de supermercado,a matéria-prima é o plástico filme,produzido a partir de uma resina chamadapolietileno de baixa densidade (PEBD).

No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos. Quando seguem pelos rios e chegam ao mar provocam a morte de inúmeros peixes e tartarugas,que os confundem com algas.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos nos supermercados(o equivalente a R$ 0,60 cada).

Na Europa, a guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovadauma lei que obriga os produtores e distribuidoresde embalagens a aceitar de volta e a reciclarseus produtos após o uso. E o que fizeram osempresários? Repassaram imediatamente oscustos para o consumidor. Além de antiecológico,ficou bem mais caro usar sacos plásticos naAlemanha. Na Irlanda, desde 1997 paga-se umimposto de nove centavos de libra irlandesa porcada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicaro número de irlandeses indo às comprascom suas próprias sacolas.

Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP lançou uma campanha original e ecológica: todas as lojas terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelomenos 2/3 de todos os saquinhos usados narede serão feitos de um material que, segundotestes em laboratório, se decompõe 18 mesesdepois de descartado. Com um detalhe interessante:se por acaso não houver contato coma água, o "plástico degradável" se dissolve assimmesmo, porque serve de alimento paramicroorganismos encontrados na natureza.

Não há desculpas para não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos. O Brasil tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta(como em tudo, pouco usada e respeitada),mas ainda não acordou para o problema dodescarte de embalagens em geral, e dos sacosplásticos em particular.

A única iniciativa de regulamentar o que acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçadapelo Congresso na legislatura passada.O então deputado Emerson Kapaz foi orelator da comissão criada para elaborar a"Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entreoutros objetivos, o projeto apresentavapropostas para a destinação inteligente dosresíduos, a redução do volume de lixo no país,e definia regras para que produtores e comerciantesassumissem responsabilidades emrelação aos resíduos que descartam na natureza,assumindo o ônus pela coleta e processamentodesses resíduos.

O projeto não chegou a ser votado. Mais uma omissão dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento: há um lobby poderoso no Congresso para esvaziar propostas que atingem setores da indústria e do comércio. É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. É necessário pressionar os congressistas para que votem esta matéria. Enviar e-mails aos deputados é uma forma de ajudar.


André Trigueiro é jornalista e pós-graduado em meio ambiente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

16/01/2011 - JC nos Bairros
Bombeiros: super-heróis da vida real
Em Bauru e região, 350 profissionais enfrentam o fogo, a água, a terra e o ar e lutam para vencer batalhas que parecem ter saído de histórias em quadrinhos
Toca o telefone.

- Bombeiros, emergência.

- Alô?! Oi, aqui é a Cláudia. A casa da minha vizinha tá pegando fogo. Socorro!

Alguns segundos depois, após colher os dados fundamentais...

A sirene berra, para despertar o batalhão e anunciar que, em no máximo um minuto, os super-heróis do fogo devem estar a bordo da viatura de incêndio da corporação, a caminho de mais uma aventura.

A situação acima parece ter saído das páginas dos gibis de ação. Parece, mas não é. Na verdade, a descrição é apenas o retrato da rotina dos bombeiros de Bauru que, em média, atendem a dez ocorrências de incêndio por semana.

Mas o trabalho dos bravos soldados não se restringe apenas a casos que envolvem fogo. É deles também a missão de cortar o céu, superar as barreiras da terra e enfrentar a força das águas para realizar salvamento em casos de afogamento, resgatar animais em situação de perigo, podar árvores que oferecem risco, socorrer pessoas acidentadas, entre outras ações.

Mas para realizar tais tarefas, que impressionam até mesmo os super-heróis mais experientes, é preciso ter determinação, garra e deixar o medo de lado.

“Para ser bombeiro, o requisito fundamental é gostar muito da profissão e, além disso, ter muita disposição. Isto porque, quando menos se espera, pode ter uma ocorrência. Já houve casos em que a tropa foi acordada na primeira hora da madrugada para socorrer uma pessoa acidentada. Depois de finalizado o trabalho, retornaram o quartel e, meia hora depois, foram acordados novamente por outra ocorrência”, conta o tenente Cláudio Augusto Antunes da Silva, bombeiro há 18 anos.

Mas o esforço destes profissionais é reconhecido. Em 2009, uma pesquisa pelo Ibope em parceria com o instituto Growth From Knowledge (GFK) apontou os bombeiros como sendo os profissionais mais confiáveis do mundo, com 92% de aprovação dos entrevistados.

Em Bauru, três quartéis de bombeiros são responsáveis por oferecer suporte aos bairros nos casos mais inusitados. Eles estão localizados na Vila Falcão, no Distrito Industrial 1, e no Centro, onde fica a sede do 12º Grupamento de Bombeiros, visitado pela equipe do JC nos Bairros na última terça-feira, dia 11.

Em termos de equipamento, a cidade possui três viaturas de incêndio, que dispõem, entre outras coisas, de mangueiras de água, motosserra, material para corte de ferragens, botes; uma viatura de salvamento e munck; uma de comando de área; duas de resgate; e um caminhão equipado com sala, quarto, cozinha e banheiro, que custou cerca de R$1,4 milhão e é o único do Estado.

Além disso, outros nove quartéis estão espalhados pela região, e atendem a 69 cidades vizinhas. No total, contabilizando o departamento administrativo e operacional, Bauru e região contam com cerca de 350 bombeiros.

O contingente e os equipamentos podem parecer excessivos, porém o que não falta é trabalho. O Cobom recebe, por dia, cerca de 400 cha
madas, sendo que cerca de 30 delas se transformam em ocorrências.

“Deste total, cerca de 80 ligações é trote e as outras chamadas em duplicidade ou de coisas que não competem ao bombeiro. Ainda assim, se você pensar bem, 30 chamadas é mais de uma ocorrência por hora”, calcula o sargento Gliceu Grossi.

Mas não criemos pânico porque, se depender da boa vontade desta liga da justiça, os bairros de Bauru estarão sempre a salvo dos perigos.

Como fazer parte

Ter entre 18 e 30 anos, não ter antecedentes criminais, ter concluído o segundo grau, e medir no mínimo 1,65 metro de altura são alguns dos pré-requisitos para quem deseja se tornar um bombeiro do Estado de São Paulo.

Mas todos estes pré-requisitos não bastam. Antes de tornar-se um soldado do fogo é preciso que a pessoa participe e seja aprovado em um concurso público e, na sequência, faça um ano de curso na Escola Superior de Bombeiros (ESB), em Franco da Rocha.

“É quando o futuro bombeiro vai adquirir noções de direito, de administração, de como manusear equipamentos, apagar incêndios, efetuar salvamentos, entre outras coisas”, explica o tenente Cláudio Augusto Antunes da Silva, do 12º Grupamento de Bombeiros de Bauru.

Outra opção é prestar o concurso público para Polícia Militar e, na sequência, prestar prova interna para o Corpo de Bombeiros.

O salário inicial bruto é de aproximadamente R$ 2.200,00. Além disso dá para fazer carreira na corporação.

“A pessoa começa como soldado ou oficial, no caso de ter formação de quatro anos pelo Barro Branco. Depois, por concurso interno, pode passar a cabo, terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento, subtenente, segundo tenente, primeiro tenente, capitão, major, tenente coronel e, por fim, coronel”, enumera Cláudio Augusto.
Wanessa Ferrari

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Dia dos Nossos Amiguinhos

Hoje é dia dos animais e sendo eu uma grande fã de animais
não podia deixar este dia em branco aqui no blog!
E´ minha Amiguinha que não me deixa um minuto seguer